PRODUÇÃO ACADÊMICA Repositório Acadêmico da Graduação (RAG) TCC Medicina
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Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: AVALIAÇÃO DO MANEJO E DESFECHO CLÍNICO DE SEPSE EM UM PRONTO SOCORRO DE HOSPITAL PÚBLICO
Autor(es): LOUISE FRANCO, GEOVANA
FERREIRA ROCHA, IZABELA
MILIOLI FERREIRA, DENISE
Primeiro Orientador: MILIOLI FERREIRA, DENISE
metadata.dc.contributor.referee1: MILIOLI FERREIRA, DENISE
metadata.dc.contributor.referee2: MILIOLI FERREIRA, DENISE
Resumo: AVALIAÇÃO DO MANEJO E DESFECHO CLÍNICO DE SEPSE EM UM PRONTO SOCORRO DE HOSPITAL PÚBLICO Introdução: De acordo com as definições do Terceiro Consenso Internacional da definição de sepse e choque séptico (Sepsis-3 de 2016), sepse é definida como disfunção orgânica causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Já o choque séptico caracteriza-se por hipotensão persistente mesmo com reposição volêmica, que requer uso de vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) ≥ 65mmHg. Para o reconhecimento de disfunção orgânica, o critério mais utilizado atualmente é o score do Sepsis-related Organ Failure Assessment, SOFA, que classifica as anormalidades por sistemas orgânicos e suas respostas a intervenções clínicas. Um SOFA ≥ 2 reflete disfunção orgânica e aumento de aproximadamente 10% do risco de mortalidade em uma população com infecção presumida. (SINGER, 2016). Segundo Van der Poll (2017) há uma estimativa de 31,5 milhões de casos de sepse por ano e até 5,3 milhões de mortes anualmente no mundo. Além da alta mortalidade, os sobreviventes apresentam comprometimento significativo da qualidade de vida, conforme Westphal (2012). O Surviving Sepsis Campaign (SSC/2017), um consenso internacional de condutas na sepse, estabeleceu-se passos fundamentais para reduzir a morbimortalidade desta doença: ressuscitação volêmica imediata com 30 ml/kg de cristaloide em 3 horas; obter PAM alvo de 65 mmHg; hemoculturas na 1º hora antes da antibioticoterapia. Essas medidas citadas se realizadas precocemente melhoram a sobrevida dos pacientes. Objetivo: Conhecer o manejo de sepse no pronto-socorro de um hospital público: conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes, identificar a porcentagem de diagnóstico precoce e, por fim, avaliar a sobrevida dos pacientes com quadro clínico sugestivo de sepse. Método:Trata-se de um estudo longitudinal, retrospectivo, quantitativo, que parte do pressuposto que a implementação do protocolo de sepse reduz a mortalidade relacionada à sepse. Os dados foram coletados em julho de 2020 a partir de prontuários no SAME do Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), com os atendimentos no período de julho de 2019 a dezembro de 2019. Foram incluídos todos pacientes atendidos no Pronto-socorro do HUGO, acima de 18 anos, com quadro clínico sugestivo de sepse, portanto considerado pacientes com foco infeccioso aparente e um sinal de comprometimento orgânico.Seguindo os critérios de exclusão, foram descartados prontuários de pacientes que não foram encontrados os prontuários e que não foi avaliada função orgânica (clínica pelo qSOFA e/ou exames laboratoriais que avaliem função orgânica) nas primeiras 24 horas.Os dados coletados foram inicialmente plotados em uma planilha com a utilização do software Excel (2016) e posteriormente analisados com o auxílio do pacote estatístico SPSS, (26,0). A caracterização do perfil dos pacientes foi realizada por meio de frequência absoluta (n) e relativa (%) para as variáveis categóricas e média e desvio padrão, mínimo e máximo para as variáveis contínuas. A normalidade dos dados foi verificada aplicando-se o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov. A comparação do desfecho com o perfil demográfico, perfil clínico, disfunções orgânicas e protocolo de manejo foi realizada aplicando-se o teste do Qui-quadrado de Pearson. A correlação de Spearman foi aplicada a fim de avaliar a relação entre o Total do SOFA com a idade e tempo de internação. A análise de regressão logística foi utilizada a fim de verificar o poder preditivo da idade, tempo de internação e total SOFA no desfecho de óbito. Em todas as análises o nível de significância adotado foi de 5% (p&lt; 0,05). Resultados: No período de julho de 2019 a dezembro de 2019 foram analisados um total de 7.721 prontuários de pacientes atendidos no pronto-socorro do HUGO e destes, 102 (1,32%) apresentavam quadro clínico sugestivo de sepse. Em virtude da falta de dados e exames que comprovem a disfunção orgânica foram descartados 7 prontuários de pacientes, sendo assim, o número de prontuários analisados foi 95. Quanto ao perfil demográfico 48 (50,5%) eram do sexo masculino. Em relação as faixas etárias, foram divididos em três grupos, sendo eles: 18 a 59 anos, 60 a 70 anos e maior de 70 anos, o de maior prevalência foi de maiores de 70 anos com 42,1%, seguido pela faixa de 60 a 70 anos, com 29,5%. Quanto aos parâmetros clínicos, 54 (56,8%) apresentaram FC >90; 64 (67,4%), leucócitos >12000 ou <4000; 73 (76,8%) saturação de oxigênio <90% ou necessidade de oxigênio suplementar; 77 (81,1%) apresentavam dispneia. A pneumonia foi o foco infeccioso provável ou confirmado em 58 (61,1%), seguido de abdominal e urinário, ambos com 9 pacientes (9,5%) cada.Quanto a avaliação dos critérios de definição de sepse e choque séptico do Sepsis-3 (2016), 52 (54,7%) apresentaram sepse e 43 (45,3%) choque séptico. Segundo o manejo clínico do SSC (2019), observou-se que na primeira hora 27 (28,4%) realizaram cultura; 39 (41,2%) ressuscitação volêmica; 41 (43,2%) antimicrobiano; 25 (58,1%) droga vasoativa para os que possuíam indicação; e 42 (44,2%) dosagem do lactato. Do total de pacientes, o desfecho de 29 (30,5%) foi alta, enquanto 66 (69,5%) óbito. Na análise bivariada do perfil demográfico e desfecho, observa-se faixa etária maiores de 70 anos possui associação com desfecho clínico óbito (p 0,006). Conclusão: A sepse são patologias de alta morbimortalidade e seu reconhecimento e tratamento precoces almejam redução de suas consequências. Após a análise de 95 prontuários do período de julho a dezembro de 2019 que apresentaram quadro clínico sugestivo de sepse, obteve-se como destaque para o sexo masculino em 48 (50,5%) e 40 (42,1%) maiores de 70 anos. Quanto ao desfecho clínico, óbito ocorreu em 66 (69,5%) e na análise bivariada houve uma associação deste desfecho com maiores de 70 anos (p 0,006).
Palavras-chave: Desfecho Clinico
Sepse
Manejo clínico
Protocolo de Sepse
CNPq: Ciências da saúde
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Sigla da Instituição: PUC Goiás
metadata.dc.publisher.department: Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/1338
Data do documento: 20-Out-2020
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