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https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/10198| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | O apocalipse latino-americano e o laboratório da repressão |
| Título(s) alternativo(s): | Violência, poder e discurso no Chile da Guerra Fria |
| Autor(es): | Pereira, Ana Maria Silva |
| Primeiro Orientador: | Motta, André Luiz Cançado |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Alarcon, Danillo |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Rafael Bittencourt Rodrigues Lopes |
| Resumo: | O trabalho tem como objetivo analisar criticamente como a Guerra Fria impactou a América Latina, com ênfase no Chile, por meio de uma perspectiva critica à historigrafia que procura evidenciar os mecanismos discursivos, ideológicos e institucionais responsáveis pela configuração do chamado “apocalipse latino-americano”. Para isso, adota metodologia qualitativa e utiliza um estudo de caso interpretativo sustentado por revisão bibliográfica e análise de fontes secundárias, permitindo examinar simultaneamente dinâmicas geopolíticas externas, agendas políticas domésticas e regimes discursivos que moldaram a segurança e a ordem na região. A pesquisa revela que a Guerra Fria latino-americana não pode ser compreendida como mera projeção do conflito entre Estados Unidos e União Soviética, mas como resultado da sobreposição de fraturas internas e externas que juntas produziram um ambiente propício à repressão e ao autoritarismo. Os resultados indicam que o caso chileno expressa de forma exemplar uma disputa por significação, na qual o modelo de modernidade defendido pelos Estados Unidos buscou deslegitimar projetos alternativos como a Via Chilena ao Socialismo de Salvador Allende. Ademais, a Doutrina de Segurança Nacional atuou como eixo discursivo-normativo que articulou a contenção geopolítica norte-americana às estratégias internas das elites conservadoras, convertendo oposições políticas em ameaças existenciais e assim justificando o golpe militar de 1973. O estudo demonstra que a institucionalização da violência por meio da DINA e a transnacionalização da repressão pela Operação Condor consolidaram um sistema de terror de Estado, posteriormente perpetuado pela Constituição de 1980, concebida para limitar a agência democrática e blindar o projeto neoliberal. Dessa forma, conclui-se que esse conjunto de processos produziu legados autoritários que permanecem ancorados em regimes de verdade que ainda restringem a imaginação política e condicionam a interpretação contemporânea sobre soberania, democracia e desenvolvimento no Chile. A pesquisa se justifica pela necessidade de revisitar criticamente a Guerra Fria latino-americana à luz de abordagens que desnaturalizam narrativas hegemônicas e permitem compreender a persistência de estruturas discursivas e institucionais que continuam a moldar o horizonte político da região. |
| Palavras-chave: | Guerra fria Chile Operação Condor Autoritarismo |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de Goiás |
| Sigla da Instituição: | PUC Goiás |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola de Direito, Negócios e Comunicação |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/10198 |
| Data do documento: | 9-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | TCC Relações Internacionais |
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