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https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/9956| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Recomendações para esterilização de endoscópios flexíveis: análise comparativa de guias nacionais e internacionais |
| Autor(es): | Lima, Hagda Araujo |
| Primeiro Orientador: | Guadagnin, Simone Vieira Toledo |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Neves, Zilah Cândida Pereira das |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Souza, Andreia Gontijo da Silva |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Os gastroscópios flexíveis são dispositivos essenciais para a prática endoscópica, porém apresentam elevada complexidade estrutural, o que dificulta seu processamento e aumenta o risco de contaminação cruzada. Apesar dos avanços tecnológicos e das recomendações internacionais, persistem dúvidas quanto à necessidade de esterilização desses dispositivos, especialmente diante do uso de acessórios estéreis e da ocorrência de surtos associados a endoscópios inadequadamente reprocessados. OBJETIVOS: Analisar diretrizes nacionais e internacionais sobre o processamento de gastroscópios flexíveis, com foco específico nos métodos de esterilização, a fim de subsidiar práticas seguras e alinhadas às evidências científicas. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa documental baseada na análise de 23 diretrizes emitidas por sociedades científicas, órgãos reguladores e associações profissionais, publicadas entre 2006 e dezembro de 2025. A busca seguiu as estratégias propostas por Azevedo (2018), Castro Filho et al. (2020) e Guadagnin (2021), incluindo documentos encontrados em bases de dados e sites oficiais das instituições. Os guias foram analisados por meio de quadro padronizado contendo itens referentes às etapas de processamento e recomendações relacionadas à esterilização. RESULTADOS: Das 23 diretrizes identificadas, 10 foram atualizadas a partir de 2020 e três não haviam sido contempladas em estudos anteriores. Nenhuma recomendação indicou a esterilização de gastroscópios flexíveis, seja de forma rotineira ou em eventos de surto. A esterilização foi mencionada em apenas seis documentos, exclusivamente para acessórios metálicos. As diretrizes analisadas mantêm a desinfecção de alto nível como padrão, mesmo diante das limitações associadas à eliminação de biofilmes e da crescente notificação de surtos relacionados a endoscópios processados conforme protocolo. DISCUSSÃO: Os achados expõem um descompasso entre evidências de contaminação residual e os achados revelam um descompasso entre as recomendações normativas e as evidências científicas contemporâneas. A literatura recente aponta falhas relevantes na eficácia da desinfecção de alto nível, especialmente em dispositivos com canais internos complexos. Estudos indicam contaminação residual mesmo após processamento adequado e destacam a necessidade de revisão do enquadramento dos endoscópios na classificação de Spaulding, sugerindo sua reclassificação como artigos críticos. Apesar disso, as diretrizes permanecem alinhadas ao modelo tradicional, sem avançar para recomendações de esterilização ou propostas de adaptação tecnológica que mitiguem os riscos microbiológicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que as diretrizes nacionais e internacionais analisadas não contemplam a esterilização como etapa aplicável aos gastroscópios flexíveis, mantendo a desinfecção de alto nível como abordagem padrão. Entretanto, o conjunto de evidências revela a necessidade de revisar e harmonizar essas recomendações, considerando a complexidade estrutural dos dispositivos, a persistência de surtos e os desafios microbiológicos emergentes. O estudo reforça a importância de integrar evidência científica, inovação tecnológica, regulação e prática clínica para aprimorar a segurança do paciente e a eficácia do reprocessamento endoscópico. Palavras-chave: endoscópios flexíveis; esterilização; desinfecção de alto nível; diretrizes; segurança do paciente. |
| Abstract: | ABSTRACT INTRODUCTION: Flexible gastroscopes are essential devices for endoscopic practice; however, they present a high degree of structural complexity, which makes their processing difficult and increases the risk of cross-contamination. Despite technological advances and international recommendations, doubts persist regarding the need for sterilization of these devices, especially given the use of sterile accessories and the occurrence of outbreaks associated with inadequately reprocessed endoscopes. OBJECTIVES: To analyze national and international guidelines on the processing of flexible gastroscopes, with a specific focus on sterilization methods, in order to support safe practices aligned with scientific evidence. METHODOLOGY: This is a documentary research based on the analysis of 23 guidelines issued by scientific societies, regulatory bodies, and professional associations, published between 2006 and December 2025. The search followed the strategies proposed by Azevedo (2018), Castro Filho et al. (2020), and Guadagnin (2021), including documents found in databases and official websites of the institutions. The guidelines were analyzed using a standardized table containing items related to processing steps and recommendations related to sterilization. RESULTS: Of the 23 guidelines identified, 10 were updated since 2020 and three had not been considered in previous studies. No recommendation indicated the sterilization of flexible gastroscopes, either routinely or in outbreak events. Sterilization was mentioned in only six documents, exclusively for metallic accessories. The analyzed guidelines maintain high level disinfection as the standard, even in the face of limitations associated with biofilm elimination and the increasing reporting of outbreaks related to endoscopes processed according to protocol. DISCUSSION: The findings reveal a discrepancy between evidence of residual contamination and current scientific evidence. Recent literature points to significant shortcomings in the effectiveness of high-level disinfection, especially in devices with complex internal channels. Studies indicate residual contamination even after proper processing and highlight the need to revise the classification of endoscopes in Spaulding's classification, suggesting their reclassification as critical items. Despite this, the guidelines remain aligned with the traditional model, without advancing towards sterilization recommendations or proposals for technological adaptations that mitigate microbiological risks. FINAL CONSIDERATIONS: It is concluded that the national and international guidelines analyzed do not include sterilization as an applicable step for flexible gastroscopes, maintaining high level disinfection as the standard approach. However, the body of evidence reveals the need to review and harmonize these recommendations, considering the structural complexity of the devices, the persistence of outbreaks, and emerging microbiological challenges. The study reinforces the importance of integrating scientific evidence, technological innovation, regulation, and clinical practice to improve patient safety and the effectiveness of endoscopic reprocessing. Keywords: Flexible endoscopes; sterilization; high-level disinfection; guidelines; patient safety. |
| Palavras-chave: | Endoscópios flexíveis Esterilização Desinfecção de alto nível Diretrizes Segurança do paciente |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM::ENFERMAGEM MEDICO-CIRURGICA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de Goiás |
| Sigla da Instituição: | PUC Goiás |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola de Ciências Sociais e da Saúde |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/9956 |
| Data do documento: | 12-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | TCC Enfermagem |
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