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https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/9609| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | A hegemonia resiste e se reinventa: o papel das Big Techs na reconfiguração hegemônica dos Estados Unidos |
| Autor(es): | Almeida, Bernardo Araujo de |
| Primeiro Orientador: | Alarcon, Danillo |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Pietrafesa, Pedro Araújo |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Borges, Rogério Pereira |
| Resumo: | Este trabalho analisa o papel das Big Techs na sustentação e na reconfiguração da hegemonia dos Estados Unidos da América (EUA) no sistema-mundo capitalista, a partir da abordagem teórica de Immanuel Wallerstein e da análise das corporações Apple e Meta. A pesquisa é qualitativa e adota uma metodologia dedutiva baseada em revisão de literatura e em dois estudo de caso, a partir da perspectiva teórica elaborada por Immanuel Wallerstein. Parte-se da hipótese de que as Big Techs atuam como um pilar do poder hegemônico estadunidense, reproduzindo em escala global a lógica centro-periferia por meio da captura, controle e monetização de dados, um processo análogo às formas pelas quais hegemonias passadas utilizaram tecnologias estratégicas para sustentar sua influência econômica, política e militar, inclusive os EUA. As principais dimensões analíticas das Big Techs – data de criação, fundadores, ramos de atuação, valor de mercado e aquisições estratégicas – revelam que seu poder deriva não de genialidades individuais, mas da inserção privilegiada dessas empresas nos ciclos de expansão, crise e reestruturação do capitalismo histórico. O estudo de caso da Apple e da Meta demonstra que ambas corporificam a lógica contemporânea da acumulação digital conforme prevista pela dinâmica centro-periferia wallersteiniana: enquanto a Apple consolidou um modelo de integração vertical entre hardware, software e serviços, a Meta aperfeiçoou a extração de valor via capitalismo de vigilância, convertendo interações sociais em matéria-prima econômica e reforçando a divisão internacional do trabalho digital, na qual países periféricos fornecem dados e atenção enquanto o valor é concentrado no centro. Conclui-se que as Big Techs não apenas refletem os interesses estruturais dos Estados Unidos, mas são decisivas para a manutenção e reinvenção da hegemonia estadunidense na era digital, operando como instrumentos geoeconômicos e tecnopolíticos que atualizam antigas formas de dominação por meio de novas infraestruturas de poder informacional. |
| Abstract: | This study analyzes the role of Big Tech in sustaining and reconfiguring the hegemony of the United States of America (USA) in the capitalist world-system, based on the theoretical approach of Immanuel Wallerstein and the analysis of the Apple and Meta corporations. The research is qualitative and adopts a deductive methodology based on literature review and two case studies, from the theoretical perspective developed by Immanuel Wallerstein. It starts from the hypothesis that Big Tech acts as a pillar of US hegemonic power, reproducing the center-periphery logic on a global scale through the capture, control, and monetization of data, a process analogous to the ways in which past hegemonies used strategic technologies to sustain their economic, political, and military influence, including the USA. The main analytical dimensions of Big Tech – date of creation, founders, areas of activity, market value, and strategic acquisitions – reveal that their power derives not from individual genius, but from the privileged insertion of these companies in the cycles of expansion, crisis, and restructuring of historical capitalism. The case study of Apple and Meta demonstrates that both embody the contemporary logic of digital accumulation as predicted by Wallerstein's center-periphery dynamic: while Apple consolidated a model of vertical integration between hardware, software, and services, Meta perfected the extraction of value via surveillance capitalism, converting social interactions into economic raw materials and reinforcing the international division of digital labor, in which peripheral countries provide data and attention while value is concentrated in the center. It is concluded that Big Tech companies not only reflect the structural interests of the United States, but are decisive for the maintenance and reinvention of US hegemony in the digital age, operating as geoeconomic and technopolitical instruments that update old forms of domination through new infrastructures of informational power. |
| Palavras-chave: | Sistema-mundo Big Techs Hegemonia estadunidense Apple Meta |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICA INTERNACIONAL::RELACOES INTERNACIONAIS, BILATERAIS E MULTILATERAIS |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de Goiás |
| Sigla da Instituição: | PUC Goiás |
| metadata.dc.publisher.department: | Escola de Direito, Negócios e Comunicação |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/9609 |
| Data do documento: | 2-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | TCC Relações Internacionais |
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