PRODUÇÃO ACADÊMICA Repositório Acadêmico da Graduação (RAG) TCC Medicina
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Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso
Título: Perspectivas no tratamento não farmacológico de depressão bipolar: a estimulação magnética transcraniana repetitiva como proposta terapêutica adjuvante
Autor(es): Lima, Alexandre Almeida Bessa de
Ramos, Cynara Louany da Silva
Primeiro Orientador: Moura, Amarildo Lemos Dias de
metadata.dc.contributor.referee1: Carneiro, Lórimer Sandoval
metadata.dc.contributor.referee2: Mendes, Aderrone Vieira
Resumo: RESUMO EXPANDIDO Apresentação / Introdução A depressão bipolar (DB) é um grande desafio terapêutico da psiquiatria, caracterizada por curso crônico, elevada morbidade, maior risco de suicídio e resposta limitada aos tratamentos farmacológicos convencionais, que além de pouco eficazes podem induzir virada afetiva (Kazemi et al., 2018). Além disso, a evidência científica da redução de reincidência de episódios de DB devido ao uso de tratamento com antidepressivos é pequena e incerta (Vázquez et al., 2014). Diante dessas limitações, cresce o interesse em novas estratégias não farmacológicas e não invasivas que atuem nos circuitos corticais sem comprometer a estabilidade do humor. Nesse cenário, a estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) se apresenta como alternativa promissora. Já consolidada para depressão unipolar, especialmente com protocolos de alta frequência no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo (DLPFC), a técnica tem sido explorada em pacientes bipolares (Noda et al., 2015). Estudos indicam que a rTMS pode modular redes corticolímbicas e induzir neuroplasticidade, por meio de controle "top-down" e aumento de eficiência de sinapses e vias de sinalização, com perfil de segurança ambulatorial e baixo risco de efeitos adversos graves ou virada maníaca/hipomaníaca, também denominado de "switch" (Harika‐Germaneau et al., 2022; Konstantinou et al., 2021). Entretanto, faltam diretrizes específicas para sua aplicação na DB, o que reforça a heterogeneidade das evidências disponíveis, justificando a realização de revisões atualizadas que sistematizam esse campo emergente. Objetivo Sintetizar criticamente a produção científica (2020–2024) sobre rTMS na depressão bipolar, analisando eficácia, segurança e parâmetros terapêuticos, para subsidiar a padronização de protocolos e o avanço da psiquiatria de precisão. Metodologia Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida segundo a declaração PRISMA-ScR. Foram realizadas buscas nas bases PubMed/MEDLINE e ScienceDirect, entre 2020 e 2024, utilizando combinações de descritores relacionados a rTMS e depressão bipolar. Foram incluídos artigos de revisão, em inglês ou português, que abordassem diretamente a intervenção nessa população. Excluíram-se ensaios clínicos individuais, estudos sobre depressão unipolar, pesquisas pré-clínicas e publicações não relacionadas à rTMS como intervenção principal, totalizando 14 revisões (sistemáticas, narrativas, de escopo e diretrizes) que atenderam aos critérios de elegibilidade. Resultados Foram incluídas 14 publicações recentes sobre rTMS na depressão bipolar, abrangendo revisões sistemáticas, de escopo, narrativas e diretrizes, com protocolos geralmente aplicados ao córtex pré-frontal dorsolateral entre 80–120% do limiar motor, em 10–30 sessões. Os achados convergem para benefício clínico da estimulação de alta frequência no hemisfério esquerdo (HF-L-DLPFC) e da estimulação profunda (dTMS), enquanto os resultados com baixa frequência à direita (LF-R) e protocolos bilaterais permanecem heterogêneos, e a estimulação por surtos de theta (TBS) segue inconclusiva devido a limitações amostrais e metodológicas. De forma geral, a técnica demonstrou bom perfil de segurança e tolerabilidade, com efeitos adversos leves predominantes e risco raro de virada maníaca/hipomaníaca, embora seja recomendada monitorização em protocolos excitatórios à esquerda. Apesar do potencial terapêutico, a variabilidade de parâmetros e amostras pequenas ainda impedem a definição de um protocolo ideal. Por se tratar de resultados parciais, os achados permanecem exploratórios, devendo ser interpretados com cautela até maior consolidação de evidências. Conclusão A rTMS apresenta perfil promissor e seguro na depressão bipolar, com maior evidência para protocolos de alta frequência à esquerda e dTMS. Resultados são heterogêneos para outras modalidades (LF-R, TBS), destacando a necessidade de padronização de parâmetros e estudos adicionais para consolidar protocolos clínicos. Palavras-chave Depressão Bipolar; Neuromodulação; rTMS; Transtorno Bipolar.
Palavras-chave: Estimulação magnética transcraniana repetitiva
Depressão bipolar
Neuromodulação
RTMS
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Sigla da Instituição: PUC Goiás
metadata.dc.publisher.department: Escola de Ciências Médicas e da Vida
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/10060
Data do documento: 15-Out-2025
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